Fisioterapia e Dor

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Já é muito bem sabido que a dor não é resultante meramente de um problema físico e, desde 1994 a Associação Internacional para o Estudo da Dor definiu-a como “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão real ou potencial dos tecidos ou descrita em termos de tais lesões”. Com esta consciência, os profissionais da saúde precisariam ter um maior conhecimento sobre a neurofisiologia e o manejo da dor, sendo necessária assim uma formação diferenciada e continuada em dor. Porém, infelizmente não é o que encontramos na nossa realidade.

A fisioterapia surgiu como função paramédica, focada nos cuidados paliativos. Mas com o seu desenvolvimento, hoje, o fisioterapeuta tem a capacidade de atuar nos três níveis de atenção à saúde (primária, secundária e terciária), assim possuímos a capacidade e a responsabilidade de ajudar na prevenção, manejo e reabilitação do paciente.
A fisioterapia possui a capacidade de atuar nos cuidados dos pacientes com diversas dores, como as lombalgias, cefaleias, fibromialgia, entre outras. A formação básica do profissional de fisioterapia no Brasil visa o controle da dor e a reabilitação física funcional. A fisioterapia conta com diversas modalidades/técnicas de tratamento da dor com mecanismos neurofisiológicos de ação e efeitos periféricos e centrais, os quais estão muito bem detalhados no artigo de revisão de Gosling1 (2012). Dessa maneira, os fisioterapeutas conseguem proporcionar dias melhores as pessoas.
As diversas modalidades de tratamento fisioterapêutico visam modular a dor, mas o fisioterapeuta possui uma responsabilidade social que vai além do tratamento da dor. O fisioterapeuta possui a capacidade e principalmente a responsabilidade de modificar as percepções e crenças do paciente, além de permitir o retorno às atividades diárias e laborais e melhora da qualidade de vida. Assim, faz-se necessária uma visão mais holística do paciente, com uma abordagem mais humana e abrangente.
A partir do momento que houver a compreensão (e não somente a compreensão, é necessário atuar!) que tratar uma paciente com dor não é apenas observar seu sintoma físico, mas sim, observar o ser humano em todos os seus aspectos (físico, emocional, social, psicossocial), conseguiremos uma abordagem mais completa, mais humanitária.
Como disse anteriormente a fisioterapia não é mais uma profissão que oferece apenas cuidados paliativos, existe um leque de possibilidades de tratamento fisioterapêuticos (terapia manual – em todas suas facetas, osteopatia, rolfing, etc) que aborda o paciente como um ser único e indivisível, alcançando a cura. Para isso o profissional precisará apenas de muita dedicação!
Há um vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=4b8oB757DKc) que ilustra de maneira bem animada os fatores envolvidos na manutenção e gênese da dor, mostrando que estes não se limitam apenas a problemas anatômicos e mecânicos.

Referências
1. Gosling AP. Mecanismos de ação e efeitos da fisioterapia no tratamento da dor. Rev Dor. São Paulo, 2013 jan-mar;13(1):65-70.

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